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terça-feira, 23 de outubro de 2012


Índios Guarani-Kaiowá pedem para serem extintos no Mato Grosso do Sul

Por Felipe Patury, Época
Uma carta assinada pelos líderes indígenas da aldeia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, e remetida ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI), anuncia o suicídio coletivo de 170 homens, mulheres e crianças se a Justiça Federal mandar retirar o grupo da Fazenda Cambará, onde estão acampados provisoriamente às margens do rio Hovy, no município de Naviraí. Os índios pedem há vários anos a demarcação das suas terras tradicionais, hoje ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), enviou carta ao ministro da Justiça pedindo providências para evitar a tragédia.
Leia a íntegra da carta dos índios ao CIMI:
Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.
Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós.  Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.
Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para  jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.
Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.     
Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay
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Por Vinicius Santos - Dinastia - Soluções Financeiras

Fico aqui com meus botões pensando. Proféticas foram as palavras escritas por Pero Vaz de Caminha em sua carta encaminhada para o D. Manuel I (1469 - 1521), quando disse que "Nesta terra, em se plantando tudo dá". Porque até onde tomei conhecimento, as sementes aqui plantadas, foi uma mistura de corruptos de Portugal, com alguns escravos africanos, supremacia européia, em fim. Foi plantada a semente da chacina, estupro, usurpação, autoritarismo, roubo e tudo mais, e porque estaríamos hoje colhendo coisa diferente do que foi plantado??
Se atentares para a imagem acima, ela na verdade retrata a verdade ocorrida. Porém a arrogância e supremacia dos "colonizadores" (assassinos), com suas armas, e petulância, sobrepujou os inocentes índios. Observe que no trecho da carta de Pero Vaz, que ele descreve os PROPRIETÁRIOS da terra, os donos verdadeiros. 
Trecho da Carta
"Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos. Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo."

Isto posto, solidarizo totalmente com o que os indígenas falam, e como FILHO DESCENDENTE destes que foram flagelados desde tempos primórdios também clamo que a "JUSTIÇA" deste país podre, DIZIMEM não só os índios, mas como TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA, pois praticamente todos descendem deste povos. Pois somos uma "mistura re raças" e etnias. 

Chora um coração brasileiro, triste de ser filho desta pátria que não mais sinto vontade de chamar de lar.

Ajude-nos assinando a petição:
http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/?fbflCdb&pv=0

domingo, 29 de julho de 2012

ONDE ESTÃO OS HERÓIS?

Vi esta imagem postada no facebook no dia 29/07, e de imediato senti a necessidade de postar minha analogia a mesma.

Atentem que na televisão esta a imagem da atriz Adriana Esteves, que por ocasião da novela (Avenida Brasil) representa a a personagem "CARMINHA" a rival da outra personagem RITA, representada por Débora Lima Falabella. Apenas desconsiderando para este poste as ideias de mensagem subliminar passada pela novela, o incentivo á violência, vingança, retaliação, corrupção, dentre outras coisas, vou me atentar apenas para a imagem acima.

Vamos considerar que você não entendeu a imagem, logo vou explicar o que vejo.

O Personagem dos quadrinhos BATMAN, é fatidicamente reconhecido por ser chamado para COMBATER O CRIME, através da imagem que reflete a logo de seu uniforme (um morcego). Ele é reconhecido como um herói que diante de seu passado nefasto (ter visto o crime com seus pais), ter superado e decidido combater esta vil maldade que insiste em progredir.

Agora vejamos da seguinte forma, supondo que você, eu, e toda a população já vimos este mesmo vil inimigo de Batman (que a propósito é também seu inimigo - corruptos, ladrões, assassinos, usurpadores, etc), se nos colocarmos no lugar deste herói neste quadrinho, que tem O PODER PARA ELIMINAR ESTE MAL, não estaria então todos fazendo o mesmo que ele?

Devolvendo um aceno ao chamado, justo no momento que você tem "LIVRE" para exercer seu direito, e PODER, já que em outros horários, você esta disfarçado no seu trabalho, ou descansando para a luta do outro dia?

Como podemos combater o crime, se nossos MAIORES HERÓIS estão aprisionados frente ao discurso de nossos inimigos? Precisamos repensar nossos conceitos!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sociedade "Xereta"



Olha que intrigante,
Ontem (24/03/2010) quando eu chegava da faculdade, por volta das 22:10h, deparei-me com uma cena parcialmente comum na nossa sociedade.
Houve um acidente na Av. General San Martins (Salvador-BA), lado oposto à Igreja Batista, que fica no penúltimo ponto de ônibus (sentido Largo do Tanque), e estava uma multidão de curiosos olhando o corpo estendido de alguem cuja não encontrei noticia na net para postar um link, enquanto a polícia tentava fazer o trânsito correr normalmente através daquela via apertada, e ao mesmo tempo, controlava um perímetro aceitável da vítima.

Concentrado na minha missão de chegar em casa, passei direto por aquela multidão, que estendia-se pelo outro lado da pista, e fiquei impressionado, por ver a quantidade de pessoas que se dedicaram a ficar até tarde observando todo aquele tramite de espera do camburão do IML, para levar o corpo. Espera essa que só ocorreu por volta de 02:30h da madrugada de 25/03. Sem nem mesmo ter sido feito nenhuma pericia no local, apenas uma equipe da imprensa, preocupou-se em fazer uma filmagem, para provavelmente usar como "pão e circo" desta população sedenta por vingança.

O que acho intrigante, é o fato de que nossa sociedade teme tanto a violência, mas acha interessante ou fascinante, ficar apreciando e dando ibope ao resultado que esta violência fabrica, seja através da televisão, ou mesmo ao vivo.
Até quando estaremos coniventes com a propaganda gratuita que é feita da violência que enfrentamos. Porque fazemos tanto alarde e "festa", quando emissoras de TV, fazem sensacionalismo com assassinos, ou mesmo assaltantes de mão armada, em horário comum a crianças, jovens e adultos, denegrindo-os ainda mais perante a sociedade, ou deusificando-os perante seus comparsas, e quem sabe até, incentivando outros criminosos, ao invés de utilizar desta ferramenta, para mostrar materias mais educativas, ou até mostrar a brutalidade que ocorre no meio político, contra nossa sociedade.

Me intristece muito saber que vivo em uma sociedade que sente-se "vingada" ao ver um preso sendo ironizado na televisão, por não ter tido uma oportunidade melhor, uma educação com melhor qualidade, e ser direcionado aos refúgio de vida que o meio onde vive oferece.

Não adianta termos um político correto, pois a sociedade em que vivemos continua corrupta, "xeretando" a vida alheia.